A professora de física no decorrer de uma aula pergunta a um aluno:
- Joaquim, a quantos graus ferve a água?
- A noventa sotora!...
a professora, agastada com a ignorância do aluno, imediatamente pergunta a outro.
- José, a quantos graus ferve a água?
- A cem sotora!...
Agora explica ao cábula do teu colega porque é que ferve a cem e não a noventa.
- Num pode sotora, a noventa graus ferve o ângulo recto!...
O aborrecimento tira-nos tudo, até a coragem de nos matarmos. (Stendhal)
sábado, 28 de maio de 2011
Apologética II
Aqui há uns anos um estudo académico nos Estados Unidos fez um trabalho bastante curioso.
"Estudaram"um um grupo de estudantes de uma célebre universidade americana, as notas os conhecimentos e a capacidade intelectual ( não faço ideia como é que fizeram esta última, mas enfim...). Passados dez anos estudaram o mesmo grupo, mas aì o objectivo era outro, ou seja pretendiam saber o sucesso profissional dos ditos cujos ( o que nos states, e não só, quer quase sempre dizer, riqueza e estatuto, acumulados).
A conclusão é curiosa, ou talvez não. Os que auferiam melhores ordenados e tinham alcançado maior estatuto profissional e social não eram os que tinham concluído os cursos de forma mais brilhante mas... aqueles que tinham o que os estudiosos académicos designaram por, maior "inteligência emocional" ou "maiores aptidões relacionais" ou seja os "big boys (e girls) on campus".
Concluindo, o sucesso, na escala de valores capitalista, (o paradigma reinante), é mais dificil de ser alcançado pelos técnica e cientificamente mais competentes do que pelos que têm mais "jeito" para se relacionarem com os outros. Convém aqui realçar que o "jeito" neste contexto significa, maior capacidade para convencer os outros, fazer passar, ou vender, a "melhor imagem de si próprio", dar uma oportuna engraxadela aos superiores, "meter na ordem" no momento oportuno os subalternos, etc, etc e tal...
Que eu saiba, espécimes destes têm quase sempre uma de duas origens.
Os "meninos família", ou "bem nascidos", que têm que perpetuar os privilégios do clã, porque lhes concerne "naturalmente" esse "direito" e que, como tal, se comportam socialmente com uma sobranceria polida e envernizada, comportamento que desgraçadamente é do agrado de uma imensidão de pobres de espírito, e, last but not the least, uma autoconfiança à prova de bala, que é injectada pelos progenitores desde o berço independentemente dos méritos da cria, pois faz parte da "bagagem educacional". Uma certa dose de estupidez natural, auto inoculada é um excelente complemento a estas "qualidades" pois ajuda a reforçar a auto-estima e a dar um ar de solidez nas convicções.
A outra origem é a dos "fura-vidas", que vêm do "fundinho" da escada social e sobem por aì a cima com uma fúria e uma voracidade, que atropelam todo o desgraçado que se lhe atravessar pela frente. Chegados ao topo e conquistado o terreno para poderem alardear e praticar a arrogância e a prepotência que tanto invejam aos "bem nascidos", libertam o saco dos traumas e fazem miséria a sério (e a doer).
Poder-se-ão tirar diversas conclusões deste estudo, mas aquela que eu retenho é a que me permite vislumbrar melhor como se fabricam as elites nesta sociedade e compreender melhor porque é que há tanto filho da puta a mandar por esse mundo fora.
Ainda há um terceiro espécime a acrescentar aos dois atrás descritos. Os que conseguem fundir e sublimar as "virtudes" de ambos. Mas desses há muito, muito poucos... felizmente, UF!!!...
A conclusão é curiosa, ou talvez não. Os que auferiam melhores ordenados e tinham alcançado maior estatuto profissional e social não eram os que tinham concluído os cursos de forma mais brilhante mas... aqueles que tinham o que os estudiosos académicos designaram por, maior "inteligência emocional" ou "maiores aptidões relacionais" ou seja os "big boys (e girls) on campus".
Concluindo, o sucesso, na escala de valores capitalista, (o paradigma reinante), é mais dificil de ser alcançado pelos técnica e cientificamente mais competentes do que pelos que têm mais "jeito" para se relacionarem com os outros. Convém aqui realçar que o "jeito" neste contexto significa, maior capacidade para convencer os outros, fazer passar, ou vender, a "melhor imagem de si próprio", dar uma oportuna engraxadela aos superiores, "meter na ordem" no momento oportuno os subalternos, etc, etc e tal...
Que eu saiba, espécimes destes têm quase sempre uma de duas origens.
Os "meninos família", ou "bem nascidos", que têm que perpetuar os privilégios do clã, porque lhes concerne "naturalmente" esse "direito" e que, como tal, se comportam socialmente com uma sobranceria polida e envernizada, comportamento que desgraçadamente é do agrado de uma imensidão de pobres de espírito, e, last but not the least, uma autoconfiança à prova de bala, que é injectada pelos progenitores desde o berço independentemente dos méritos da cria, pois faz parte da "bagagem educacional". Uma certa dose de estupidez natural, auto inoculada é um excelente complemento a estas "qualidades" pois ajuda a reforçar a auto-estima e a dar um ar de solidez nas convicções.
A outra origem é a dos "fura-vidas", que vêm do "fundinho" da escada social e sobem por aì a cima com uma fúria e uma voracidade, que atropelam todo o desgraçado que se lhe atravessar pela frente. Chegados ao topo e conquistado o terreno para poderem alardear e praticar a arrogância e a prepotência que tanto invejam aos "bem nascidos", libertam o saco dos traumas e fazem miséria a sério (e a doer).
Poder-se-ão tirar diversas conclusões deste estudo, mas aquela que eu retenho é a que me permite vislumbrar melhor como se fabricam as elites nesta sociedade e compreender melhor porque é que há tanto filho da puta a mandar por esse mundo fora.
Ainda há um terceiro espécime a acrescentar aos dois atrás descritos. Os que conseguem fundir e sublimar as "virtudes" de ambos. Mas desses há muito, muito poucos... felizmente, UF!!!...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Prejudicar a Estupidez
A reprovação do egoísmo, que se pregou com tamanha convicção casmurra, prejudicou certamente, no conjunto, esse sentimento (em benefício, hei-de repeti-lo milhares e milhares de vezes, dos instintos gregários do homem), e prejudicou-o, nomeadamente no facto de o ter despojado da sua boa consciência e de lhe ter ordenado a procurar em si próprio a verdadeira fonte de todos os males. «O teu egoísmo é a maldição da tua vida», eis o que se pregou durante milénios: esta crença, como eu ia dizendo, fez mal ao egoísmo; tirou-lhe muito espírito, serenidade, engenhosidade e beleza; bestializou-o, tornou-o feio, envenenado.
Os filósofos antigos indicavam, ao contrário, uma fonte completamente diferente para o mar; os pensadores não cessaram de pregar desde Sócrates: «É a vossa irreflexão, são a vossa estupidez, o vosso hábito de vegetar obedecendo à regra e de vos subordinar ao juízo do próximo, que vos impedem tão amiudadamente de serdes felizes; somos nós, pensadores, que o somos mais, porque pensamos». Não nos perguntemos aqui se este sermão contra a estupidez tem mais fundamentos do que o sermão contra o egoísmo; o que é certo é que despojou a estupidez da sua boa consciência: estes filósofos foram prejudiciais à estupidez!
(Friedrich Nietzsche)
Como a estupidez (ainda) não paga imposto aqui vão alguns pensamentos sobre a dita cuja...
"Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência." (António Aleixo)
"A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver." (Bertrand Russell)
"Com estupidez e boa digestão o homem pode enfrentar muita coisa." (Thomas Carlyle)
"A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência; a inteligência tem seus limites, a estupidez não!" (Claude Chabrol)
"Ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar está tudo perdido." (Gustave Flaubert)
A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito. (Ernest Renan)
Um pedante é um estúpido adulterado pelo estudo."
(Miguel Unamuno)
"Somos avatares da estupidez passada." (Fernando Pessoa)
"Todo o homem tem uma porção de inépcia que há-de sair em prosa ou verso, em palavras ou obras, como o carnejão de um furúnculo. Quer queira quer não, um dia a válvula salta e o pus repuxa." (Camilo Castelo Branco)
"A estupidez dos outros é um paliativo para a nossa falta de inteligência." (Anónimo)
"Nunca discutas com um imbecil, ele baixa-te para o nível dele e depois ganha-te porque tem mais experiência." (Provérvio Inglês)
"Devido à grande diferença entre a velocidade da luz e a velocidade do som, muita gente parece inteligente até começar a falar." (Anónimo)
"Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo."
(Fernando Pessoa)
"Todos os néscios confundem valor e preço." (António Machado y Ruiz)
"Como é que, sendo as crianças tão inteligentes, a maior parte dos homens é tão estúpida? Deve ser fruto da educação. (Alexandre Dumas)
“Qualquer coisa imbecil demais para ser dita é cantada.” (Voltaire)
“Um imbecil pode, por si só, levantar dez vezes mais problemas que dez sábios juntos não conseguiriam resolver.” (Lenine)
“O inteligente irrita-se com a burrice. O sábio diverte-se.” (Curt Goetz)
“Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, usa apenas um vestido de cada vez e tem só um caminho, logo está sempre em desvantagem.” (Robert Musil)
"Mais vale parecer estúpido e ficar calado do que abrir a boca e tirar as dúvidas." (Confúcio)
"A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver." (Bertrand Russell)
"Com estupidez e boa digestão o homem pode enfrentar muita coisa." (Thomas Carlyle)
"A estupidez é infinitamente mais fascinante que a inteligência; a inteligência tem seus limites, a estupidez não!" (Claude Chabrol)
"Ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar está tudo perdido." (Gustave Flaubert)
A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito. (Ernest Renan)
Um pedante é um estúpido adulterado pelo estudo."
(Miguel Unamuno)
"Somos avatares da estupidez passada." (Fernando Pessoa)
"Todo o homem tem uma porção de inépcia que há-de sair em prosa ou verso, em palavras ou obras, como o carnejão de um furúnculo. Quer queira quer não, um dia a válvula salta e o pus repuxa." (Camilo Castelo Branco)
"A estupidez dos outros é um paliativo para a nossa falta de inteligência." (Anónimo)
"Nunca discutas com um imbecil, ele baixa-te para o nível dele e depois ganha-te porque tem mais experiência." (Provérvio Inglês)
"Devido à grande diferença entre a velocidade da luz e a velocidade do som, muita gente parece inteligente até começar a falar." (Anónimo)
"Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação se não agregando a si qualquer elemento de estupidez. O pensamento colectivo é estúpido porque é colectivo: nada passa as barreiras do colectivo sem deixar nelas, como real de água, a maior parte da inteligência que traga consigo."
(Fernando Pessoa)
"Todos os néscios confundem valor e preço." (António Machado y Ruiz)
"Como é que, sendo as crianças tão inteligentes, a maior parte dos homens é tão estúpida? Deve ser fruto da educação. (Alexandre Dumas)
“Qualquer coisa imbecil demais para ser dita é cantada.” (Voltaire)
“Um imbecil pode, por si só, levantar dez vezes mais problemas que dez sábios juntos não conseguiriam resolver.” (Lenine)
“O inteligente irrita-se com a burrice. O sábio diverte-se.” (Curt Goetz)
“Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, usa apenas um vestido de cada vez e tem só um caminho, logo está sempre em desvantagem.” (Robert Musil)
"Mais vale parecer estúpido e ficar calado do que abrir a boca e tirar as dúvidas." (Confúcio)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Apologética (I)
A imbecilidade é tão intrinsecamente humana que, a sua completa extinção, nos tornaria tão esvaziados de conteúdo e por consequência tão chatos e previsíveis que o mundo seria de uma monotonia insustentável. O que nos caracteriza enquanto espécie é a nossa capacidade de contrariar o rigor imaculado da natureza... fazendo asneiras. O mundo mexe-se pela dinâmica da estupidez, a "estuporação" reciproca com que nos brindamos mutuamente na prática da imbecilidade.
O filósofo francês Rosseau dizia que "o homem nasce puro e bom e a sociedade é que o corrompe...". Ainda hoje esta patética premissa tem seguidores o que prova que a estupidez também faz escola. A pureza não é mensurável e a "bondade" relativa à escala de valores que a "constrói". O homem nasce, vive e morre, estúpido e egoísta e a tentar perceber o que é que andou a fazer cá este tempo todo.
Mas se a imbecilidade é intrínseca, é também um factor de perturbação com elevado poder destrutivo, pelo menos quando é praticada em larga escala. Um exemplo recente é o presidente americano George Bush, um imbecil poderoso, que em oito anos conseguiu fazer estragos que vão levar vinte ou trinta anos a compor.
Se não conseguimos livrar-nos dela e nos damos mal com os seus efeitos, então temos que aprender a domesticar a fera... Pois aì começa o verdadeiro problema...
O filósofo francês Rosseau dizia que "o homem nasce puro e bom e a sociedade é que o corrompe...". Ainda hoje esta patética premissa tem seguidores o que prova que a estupidez também faz escola. A pureza não é mensurável e a "bondade" relativa à escala de valores que a "constrói". O homem nasce, vive e morre, estúpido e egoísta e a tentar perceber o que é que andou a fazer cá este tempo todo.
Mas se a imbecilidade é intrínseca, é também um factor de perturbação com elevado poder destrutivo, pelo menos quando é praticada em larga escala. Um exemplo recente é o presidente americano George Bush, um imbecil poderoso, que em oito anos conseguiu fazer estragos que vão levar vinte ou trinta anos a compor.
Se não conseguimos livrar-nos dela e nos damos mal com os seus efeitos, então temos que aprender a domesticar a fera... Pois aì começa o verdadeiro problema...
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