quarta-feira, 18 de maio de 2011

Apologética (I)

A imbecilidade é tão intrinsecamente humana que, a sua completa extinção, nos tornaria tão esvaziados de conteúdo e por consequência tão chatos e previsíveis que o mundo seria de uma monotonia insustentável. O que nos caracteriza enquanto espécie é a nossa capacidade de contrariar o rigor imaculado da natureza... fazendo asneiras. O mundo mexe-se pela dinâmica da estupidez, a "estuporação" reciproca com que nos brindamos mutuamente na prática da imbecilidade.
O filósofo francês Rosseau dizia que "o homem nasce puro e bom e a sociedade é que o corrompe...". Ainda hoje esta patética premissa tem seguidores o que prova que a estupidez também faz escola. A pureza não é mensurável e a "bondade" relativa à escala de valores que a "constrói". O homem nasce, vive e morre, estúpido e egoísta e a tentar perceber o que é que andou a fazer cá este tempo todo.

Mas se a imbecilidade é intrínseca, é também um factor de perturbação com elevado poder destrutivo, pelo menos quando é praticada em larga escala. Um exemplo recente é o presidente americano George Bush, um imbecil poderoso, que em oito anos conseguiu fazer estragos que vão levar vinte ou trinta anos a compor.

Se não conseguimos livrar-nos dela e nos damos mal com os seus efeitos, então temos que aprender a domesticar a fera... Pois aì começa o verdadeiro problema...

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