quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Boa O Mau e o Vilão

Um amigo dizia-me à tempos que a política portuguesa parece um western spaghetti. Apesar de achar curiosa a observação nunca a tinha levado muito a sério até agora. Mas estes últimos e vertiginosos tempos da politica portuguesa fizeram-me reflectir sobre a inspirada tirada desse meu prezado amigo e desde já tiro o chapéu em homenagem à sua perspicácia, senão vejamos se esta cegada toda não descamba no estapafúrdio e engraçadíssimo argumento de um excelente filme do Sérgio Leone.

A Boa

Francisco Louçã que chegou a pensar em tempos que já lá vão num providencial casamento politico com o Sócrates, quando este lhe cagou em cima ganhou-lhe um ódio de mulher traída tão grande que na tentativa de o mandar embora acaba por embarcar no mesmo comboio que ele. Fez tanta bacorada nos últimos tempos que ou sai ou é empurrado. O saco de gatos que é o Bloco de Esquerda cheio de clivagens e facções é que se arrisca a dar o peido mestre. Eu sugeria para substituir o Louçã a Joana Amaral Dias. Não se lhe conhece particular queda por nenhuma das muitas facções e além disso é uma mulher bastante jeitosa... nessa sua qualidade, pode acalmar as hostes desavindas e até até trazer novos acólitos para o Bloco, entre os (muitos) hirsutos admiradores. No meio desta triste história ela é a BOA!...

O Mau
Passos Coelho não tem experiência de governação o que pelo menos o põe a salvo de críticas. Mesmo assim tem acumulado nos últimos tempos intervenções tão desastradas que penso mesmo que nestas eleições o povo não votou nele mas contra Sócrates. Ainda tem muito tempo para provar sem tem ou não tem valor, mas o que sobressai neste momento na opinião pública é que o homem é mesmo MAU!...

O Vilão

José Sócrates era o Verdadeiro!... O Verdadeiro qualquer coisa conforme as cores políticas e os ódios e ou amores pessoais. A verdade é que o homem era rijo!... Seis anos a levar traulitada por todos os lados, e a enfardar mesmo quando não tinha culpa... É obra. Mesmo assim conseguiu chegar ao fim com um ar cansado mas sorridente e por traz daquela fotogenia grisalha notava-se até algum ar de alívio...
O balanço da "obra" é polémico e a esmagadora maioria dos juízos são feitos por critérios políticos e não técnicos ou seja pouco fiáveis. O verdadeiro juízo foi feito nas urnas e justa ou injustamente o homem sai aos olhos do povo como um VILÃO!...




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